ANDANDO SEMPRE NA LINHA

Os ônibus são as opções mais baratas de transportes coletivos interestaduais, mas é preciso tomar cuidado antes de viajar.

Viagem segura começa antes do embarque. O conselho, que mais parece coisa de mãe preocupada, deve ser tomado como a primeira lei, senão a mais importante, do viajante profissional. Comprar a passagem de ônibus, fechar os olhos e entregar na mão de Deus, é deixar o trabalho pesado para o Todo Poderoso. Conhecer direitos, como o Seguro Obrigatório de Danos pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) em caso de acidentes, indenização por perda de bagagens e hospedagens alternativas em caso de atrasos, são importantes antes de seguir viagem.

COMEÇO TRANQUILO

Antes de embarcar, verificar o estado de conservação do ônibus. Converse, discretamente, com o motorista.
Pergunte sobre sua rotina, horas ao volante e condições de trabalho na empresa. A tranquilidade de sua viagem também depende do bem estar do guia e condições do veículo. Verifique pequenos detalhes que contribuem para um trajeto seguro e sem acidentes.

No seu tíquete de viagem deve estar discriminado somente o preço da passagem. Qualquer outra cobrança, como seguro facultativo, é ilegal. Reclame entre em contato com o serviço de atendimento ao consumidor da empresa.
Se não houver acordo, acione o PROCON.

Na passagem também deve estar especificando o tipo ônibus durante o percurso. Existem três: o convencional, sem ar condicionado e sem serviço de bordo;o executivo, com ar condicionado, serviço de bordo opcional e cadeira que reclinam até 45 graus;e o leito, espécie de primeira classe, com ar condicionado, serviço de bordo e valor da passagem até 80% mais cara do que o convencional. Em alguns ônibus leito as cadeiras reclinam até 180 graus, ou seja, viram uma cama.

Verifique qual o tipo da passagem comprada. Não aceite trocas de possa prejudica-lo, como por exemplo, viajar em um convencional quando você comprou o leito. Na hora do embarque, se a empresa não tiver ônibus disponíveis no tio especificado na passagem, peça a diferença em dinheiro. O valor se pago na hora.

Todos os passageiros da linha interestaduais devem viajar sentados. Os ônibus nunca devem transportar pessoas além do número de cadeira previstas.

Fique atento à localização dos extintores de incêndio, estepe e saída de emergência. Se for comprovado defeito em algum desses equipamentos obrigatórios, a empresa pagará multa de até R$ 480.

Os banheiros devem estar em condições de utilização no inicio da viagem e nas partidas de pontos de apoio.
Verifique também se a pia e o vaso sanitário estão bem fixos. Se não estiverem seguros, em casos de acidentes ou capotamentos, esses objetos se transformam em armas.

DURANTE A VIAGEM

Os passageiros não são obrigados a pagar por problemas mecânicos que ocorrerem durante o percurso, como motor estragado ou pneu furado. Os motoristas também não estão autorizados a cobrar dos viajantes o pagamento de guinchos, lanches ou mecânicos. A mesma regra vale para os pedágios.

A parada para descanso do motorista deve acontecer a cada duas horas. A cada quatro horas, a parada pé obrigatória. Não é permitido que o motorista dirija mais do que sete horas.

Não permita que durante as paradas os motoristas tomem bebidas alcoólicas. Se houver insistência, entre em contato com a transportadora.

Os passageiros que tiverem de permanecer em determinada cidade para aguardar novo embarque (seja por conta de atraso na partida, problemas mecânicas, venda de assento igual para duas pessoas ou acidentes) terão direito à hospedagem e alimentação. Os estabelecimentos são escolhidos pela própria empresa.

Em caso de acidentes, com ou sem vitima graves, o DNER deve se imediatamente comunicado.

DEPOIS DA VIAGEM

Se sua bagagem for perdida ou danificada durante a viagem, por culpa da transportadora, a empresa é obrigada a pagar indenização. Esse valor não faz parte do seguro obrigatório e é calculado em até três mil vezes o preço da passagem, em caso de danos;e dez mil vezes, para extravio. Para o calculo, as empresas tomam por base o valor da passagem em ônibus convencional.

Para reclamar suas malas, apresente o tíquete de bagagem e o bilhete de passagem. As empresas têm 30 dias, a partir da data da reclamação, para indenizar o passageiro.

Em caso de acidente com morte ou lesões corporais, o seguro obrigatório é usado. A vítima, ou família do morto, tem direito a indenização. O valor é ajustado em acordo entre as partes.

Em caso de dúvidas sobre linhas e preços de passagens, procure o balcão de informações da rodoviária.

Dúvidas sobre a idoneidade e compromisso das empresas de ônibus ou reclamações sobre os serviços prestados, ligue para o 0800-6101300, a linha direta do Departamento de Transporte Rodoviário.

Documentos para recebimento do seguro obrigatório (DPVAT)

EM CASO DE MORTE

Boletim de ocorrência policial

Certidão de óbito, solicitada no cartório de registro civil, com cópia autenticada.

Documentos que comprovem o beneficiário: declaração de herdeiros, certidão de casamento ou declaração de concubinato e certidão de nascimento, no caso de filhos.

CPF da vitima e do beneficiário, com cópia autenticada.

Identidade da vitima e do beneficiário, com cópias autenticadas.

Comprovante de residência do beneficiário.

Documentos de Licenciamento do veiculo em que a vitima estava sendo transportada.

EM CASO DE INVALIDEZ PEMANENTE

Boletim de ocorrência policial.

Declaração de atendimento da vitima em hospital, ambulatório ou médico assistente.

Questionário de avaliação de invalidez permanente, preenchido pelo médico que fez o diagnóstico indicado o graus de invalidez do órgão ou membro atingido.

Identidade e CPF da vitima, com cópias autenticadas.

Documentos de licenciamento do veículo envolvido no acidente, com cópia autenticada, constando a quitação do seguro obrigatório.

EM CASO DE DESPESAS MÈDICO-HOSPITALARES E SUPLEMENTARES

Boletim de ocorrência policial.

Declaração do hospital de que atendimento não foi debitado ao SUS.

Declaração do primeiro atendimento à vitima em hospital, ambulatório ou médico assistente, informando as lesões sofridas.

Recibos e notas fiscais referentes ao tratamento quitado em nome da vitima acompanhado de relatório discriminando todas as despesas e seus respectivos valores.